Revista Digital da Sentient Pixel

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  1. Criatividade & Craft

Entrevista com “Diário de Bordo”

Você curte pinturas ou arte digital? Então você tem que conhecer o trabalho “Diário de bordo“. É o projeto criado pela professora e artista Laura Zannon para expressar suas emoções e reflexões do dia-a-dia através da arte. Nós ficamos curiosos para conhecer mais sobre os processos que fazem ela dar vida ao seu trabalho, então entramos em contato e conseguimos algumas dicas! Dá só uma olhada!

Qual é o seu ritual para o sucesso?

R: Eu acho que o meu sucesso vem de algo muito espontâneo. Às vezes eu estou assistindo um filme e dá um clique, um “Eureka”. Eu penso naquilo, eu anoto, mas eu tento fazer o mais rápido possível porque a ideia na hora parece muito boa, mas depois ela foge da minha cabeça e eu nunca executo de fato. Então eu sempre anoto para não esquecer, mas tento fazer em uma semana. O que eu faço depois é pesquisar bastante. Eu tenho muita referência visual, então eu vejo bastante foto e vídeo. Dependendo a onde eu tiro essa ideia, como em um filme, eu pesquiso um pouquinho sobre a paleta de cores do filme. Às vezes, eu só vou rabiscando, pensando na foto que eu vi ou então outras referências e vou desenhando a pessoa que eu quero fazer e, no meio do caminho, o que eu quero fazer com aquilo, o sentimento que eu quero passar e o nome que eu vou dar. Então, vai acontecendo meio espontaneamente.

Obra: Ancestralidade

Qual é a sua dica para um projeto legal não acabar na gaveta?

R: Você tem que se sentir inspirado. Eu acho legal pesquisar outras pessoas que também fazem a mesma coisa porque aí você vai ter mais ideias, e quanto mais ideias você tiver, mais vontade você vai ter de fazer. O que eu gosto bastante além de pesquisar é ouvir música, dançar ou sair para caminhar. Fazer uma coisa que você gosta de fazer, mesmo que não tenha nenhuma relação com o seu projeto, vai fazer você se sentir melhor e ter mais disposição. Também não adianta você ter uma ideia superlegal, mas você não sentir que não tem muito a ver com a sua identidade porque você acaba se distanciando da ideia. Então tem que ser algo que você sinta de verdade para você ter vontade de fazer.

De que material você é feita?

R: Na maioria das vezes eu estou no meu horário de lazer, uma música que eu estou ouvindo, mexendo no celular, lendo um livro e aí vem a inspiração. Geralmente, quando estou assistindo uma série ou um filme que eu acho a estética, a fotografia muito bonita. Então eu penso naquilo, pauso, olho, analiso um pouquinho e aí eu anoto. Mas quando eu procuro para fazer algo, é mais uma referência visual mesmo. Fotografia é o que eu mais procuro por causa das poses. Por exemplo, para o dia das mães, eu pesquisei sobre maternidade e a partir daquelas artes eu vou vendo um limbo onde eu vejo um monte de coisa e daí vai surgindo várias ideias.

Obra: “Mães!”

Na hora de criar, como você enfrenta seu maior inimigo (você mesmo)?

R: Quando eu não gosto de desenhar ou pintar é porque eu estou me sentindo muito mal. O fato de eu estar me sentindo mal, faz eu me sentir sem coragem de fazer. O processo é algo muito bom, mas quando eu faço uma coisinha errada, ou alguma coisa que não sai do jeito que eu queria, eu começo a me culpar e penso “ah, não! Eu não vou fazer mais! Tá dando tudo errado! Não estou gostando!” mas aí eu começo me pressionar porque eu começo a lembrar os sentimentos que eu tenho quando eu termino a obra. Nisso, eu vou sentindo melhor e continuo “Eu vou continuar porque vai valer a pena! No final eu vou gostar bastante!”. Quando eu termino, me sinto melhor, mais feliz e mais completa. Eu olho para aquilo e penso “nossa, fui eu que fiz!”

Como você coloca as suas ideias na rua?

R: Quando eu vou em exposição, feiras e coisas assim, eu gosto de capturar as pessoas. Eu chego e começo “oi, tudo bem?” E começo a contar as histórias de todos os meus desenhos. Porque quando você está vendo um desenho você pensa uma coisa, se eu falo o nome da obra você pensa outra coisa. Se eu falo o que eu queria passar com a obra, você começa a pensar em mais outra coisa. Eu gosto bastante de conversas com as pessoas porque assim elas são mais cativadas.

Obra: “Geração”

Isso foi um pouquinho do trabalho e da conversa que tivemos com ilustradora do “Diário de bordo”. Curtiu da conversa? Se gostou, ajude no crescimento do artista e do blog compartilhando nas suas redes sociais ! 💜

E se você for um(a) artista, escritor(a) ou tenha qualquer trabalho criativo que gostaria de  divulgar entre em contato com a gente!  😉✌🏽

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